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terça-feira, 22 de julho de 2014

Estuário

Somos um rio desde a nascente;
No regaço das margens que nos guiam
Esperam-nos a foz e o sol poente
Ansiosos pelas vozes que cresciam

Desaguamos na imensidão marítima,
Beijamos, desamparados, o tenebroso mundo
E esperam que dele não sejamos vítima?

Não sou marinheiro, nem sei velejar
Mas no regaço das margens que me guiam,
Vejo os meus pais a acenar
E com carinho preservo os valores que me ensinam ,
Na esperança de saber enfrentar um mundo
Que se constrói e desconstrói
Por Homens que o empobrecem a cada segundo

Bernardo de Almeida Henriques