Seguidores

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Amizade Repousada

Como um livro repousando
Na mesa-de-cabeceira,
Companheira fiel, aconchegando
Pacientemente a fumaceira
Da minha pessoa

Como um livro repousando
Na mesa-de-cabeceira
Nem sempre desfolhado
Nunca é esquecida
Ensinamento embrulhado

Como um livro repousando
Na mesa-de-cabeceira
A história por vezes arrefece
Por vezes reaquece
Mas nunca falece

És paciência e condescendência
És ouvinte de requinta
És sorriso, palhaça cheia de graça
És passado e intriga
E quando desafino da cantiga
Afinas-me, com palavra amiga

Bernardo de Almeida Henriques

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Papel Aguarela

Poder-me pintar fora da tela,
Esborratar-me dos pés à cabeça
Esgotar-me nas minhas verdadeiras cores
Flutuar em tons de aguarela,
Num papel que nunca esqueça
Todos os meus sabores


Galar-te para ser artista
Quase eu, quase solto, quase livre
Desenhando um traço que não me prive
Da tua companhia sem que ninguém nos assista

Bernardo de Almeida Henriques