Deixemos as máscaras
dos copos cheios
e cinzas mortas
compradas ao balcão,
omissamente libertadoras
da nossa natureza
Promovidos a alfarrabistas da alma
vendemo-nos às ilusões
leiloando a existência
a quem a comprar
As ideias sucumbem,
sob o peso do ouro
a autenticidade triunfa
nas máscaras.
O alfa torna-se ómega.
Não sejamos de ninguém
que não nós.
Nós somos nossos
e nós somos do mundo.
Bernardo de Almeida Henriques