Chuva fria molha o corpo
No regaço que aquece a alma,
Enquanto Cidade e Rio choram
Essa água que nos cultiva
Despojado da minha Capa
Furtou-me o segredo,
Que nela queria guarida
E traçado o enredo,
De mais uma despedida
Coimbra guardou-lhe o encanto
Nos lugares de que fizemos canto
Escutando as letras do nosso canto
Bernardo de Almeida Henriques
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
Avante
Pensamento
vazio, esvazio
De fio a pavio.
Cansado das promessas vãs de quem nos mentiu
E do Velho do Restelo que estende a mão a quem o extorquiu
Espezinham o Vermelho com brio,
Que nos deu liberdade como ninguém sentiu.
A foice encheu o buraco que a fome abriu
O martelo elevou casas contra o frio
O povo saiu à rua e sorriu
O Cravo fala e dá-se-lhes um arrepio
“A felicidade para onde fugiu?”
A resposta é um assobio
“O capital para onde fugiu?”
Subitamente, perdem o pio.
Mas o que importa, quando a ditadura sucumbiu?
Abençoados democratas que nos livram deste mundo sombrio!
Bernardo de Almeida Henriques
De fio a pavio.
Cansado das promessas vãs de quem nos mentiu
E do Velho do Restelo que estende a mão a quem o extorquiu
Espezinham o Vermelho com brio,
Que nos deu liberdade como ninguém sentiu.
A foice encheu o buraco que a fome abriu
O martelo elevou casas contra o frio
O povo saiu à rua e sorriu
O Cravo fala e dá-se-lhes um arrepio
“A felicidade para onde fugiu?”
A resposta é um assobio
“O capital para onde fugiu?”
Subitamente, perdem o pio.
Mas o que importa, quando a ditadura sucumbiu?
Abençoados democratas que nos livram deste mundo sombrio!
Bernardo de Almeida Henriques
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