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terça-feira, 27 de maio de 2014

Ás de Espadas

Vontade de estar faminto de vontade,
Corpo sedento de calor,
Alma inerte de frio.
Saudade de ser príncipe aclamado,
Preenche o meu trono vazio

Vejo de olhos fechados
O trono do Castelo de Cartas,
Preferindo a recordação como Ás de Espadas
À agonia presente de ser um duque de Paus

O Passado perde-se no tinto
E tropeço no Presente que não finto

Bernardo de Almeida Henriques

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