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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Papel Aguarela

Poder-me pintar fora da tela,
Esborratar-me dos pés à cabeça
Esgotar-me nas minhas verdadeiras cores
Flutuar em tons de aguarela,
Num papel que nunca esqueça
Todos os meus sabores


Galar-te para ser artista
Quase eu, quase solto, quase livre
Desenhando um traço que não me prive
Da tua companhia sem que ninguém nos assista

Bernardo de Almeida Henriques 


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