Ecoou intemporal o grito
do resistente sepultado
sob a sombra de uma bela flor,
no alto das montanhas.
Brado contido na sombra
da azinheira grandolense
e do salgueiro do Carmo,
que deu à luz um Cravo.
Era a madrugada de êxtase,
alegria eufórica de ser livre
volvidos quarenta e oito anos de noite
sanguinária, pútrida, bafienta e sufocante.
E depois do adeus,
renasce a Esperança em Abril
e no devir da utopia,
promessa cantarolada de futuro:
"E se todo o mundo é composto de mudança,
troquemos-lhe as voltas que ainda o dia é uma criança".
Bernardo Almeida Henriques
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