Sorrateira, navega o azul do céu
e esborrata o branco das nuvens,
bebe oceanos esmeralda
e devora montanhas prateadas.
É a expetativa do recomeço,
paleta de tinta a sarapintar
o virgem por desbravar
e o possível impossível.
Metamorfose antes de o ser,
é a candura de quem cisma
a felicidade por vir.
E cismando,
no encanto da hipótese,
recomeço, recomponho, reinvento,
refaço.
Bernardo Almeida
Henriques
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