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domingo, 20 de janeiro de 2019

O Sopro

Despir dentes-de-leão
em vales sobre searas
dançando ao ritmo do vento,
no conchego do teu regaço.

Sonhos de flor branca
a caiar o dourado trigueiro
e o castanho do teu cabelo,
no feixe de luz poente.

Partilhamos devaneios,
repousamos anseios,
até espirrar um dos sonhos flutuantes.

E a gargalhar, a vida acontece
cândida e plena, insuflada
pelo instante de um sopro.

Bernardo Almeida Henriques

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